Um espaço para a teoria da complexidade: entre o pouco e o infinito

As Ciências da Complexidade trabalham em sistemas que se localizam numa espécie de meio-termo entre as interações entre poucos elementos (bilaterais, por exemplo) e entre as interações muitos de elementos.

Interações de poucos agentes, como as interações em duplas, são analisadas por teorias como a teoria dos jogos. Em interações de muitos agentes, o exame é da totalidade das interações e dispensa atenção a agentes específicos e a suas peculiaridades, podendo-se partir de uma “média” das qualidades homogêneas dos agentes. É o caso da Análise Econômica do Direito (os agentes são racionais, auto-interessados etc.).

As teorias da complexidade exploram o meio-termo, no qual há agentes demais para serem examinados, inviabilizando o estudo de todas as ações e reações potenciais (possível nos modelos de interação bilateral), mas a qualidade dos agentes é importante demais para que sejam todos tratados de forma homogênea pela pesquisa do comportamento médio (possível nos modelos de interação entre agentes infinitos).

Essas ideias aparecem no livro de John Miller e Scott Page (Complex adaptive systems: an introduction to computational models for social life, p. 221).

André Folloni

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